22 julho 2012

Amplidão enferma









Na amargura de um prazo vencido, surge seu fiasco
Tendo o tempo 'curto' como seu carrasco
Loção cheirosa não tem valia no marasmo


Luz e treva num misto de insulto
Miséria astuta de agilidade fez seu culto
Louva aos insanos que revogam o inculto


Lascívias de uma guerra em gestão
Trazem sorrateiras margens de um sultão 
Horripilam mágoas num mundo de pressão


Há de ter o sábio complacência  
Para não se abster de bons modos e querência
Afagar o mundo correto com aderência


Findos povos em regrado intenso
Retrocedem firmemente ao bom senso
Martirizam flores e títulos ao real contento...













("E nunca me perguntes o assunto de um poema: um poema sempre fala de outra coisa." Mario Quintana)


10 comentários:

  1. katia - ah que belo texto, gostoso de se ler - Há de ter o sábio complacência
    Para não se abster de bons modos e querência
    Afagar o mundo correto com aderência

    abraços - lamarque

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  2. muito oportuno para os tempos que correm,em todas as situações.
    Um abraço

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  3. Minha querida

    Um poema muito verdadeiro que adorei ler.

    Um beijinho com carinho
    Sonhadora

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  4. Catita....saudades de te ler..
    amei teu poema..

    bjinhos mil... a sua filhotinha tb... ha e a sua mammy tb!!

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  5. Lindo poema, gostoso de se ler, parabéns, estamos com saudades de suas palavras.

    Abraços querida.

    Marcos

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  6. oi Catita,

    sinto falta de te ler,
    me inspira, me ensina,
    me surpreende sempre...

    beijinhos

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  7. Oi Catia!
    Lindo seu poema e muito pertinente a reflexão.
    Beijinhos e uma linda semana!

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  8. BELO POEMA,CHEIO DE VERDADES.BEIJOS DE LUZ

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  9. Contundente e deveras bem elaborado poetisa. Aplausos!

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